Agefield High: Rock the School chega ao PS5 e Xbox
Agefield High: Rock the School chega ao PS5 e Xbox. Inspirado em Bully, o jogo da Refugium Games tem mundo aberto, aulas e BMX, mas recepção dividida no PC.
GAMES
Luana Lima
9/27/2026


Depois de estrear no PC em agosto, Agefield High: Rock the School começa agora a sua jornada nos consoles. Desenvolvido e publicado pelo estúdio independente Refugium Games, o título chegou ao PlayStation 5 em 25 de setembro e tem lançamento previsto no Xbox Series X|S para 2 de outubro. No Steam, o jogo custa US$ 29,99.
Uma volta ao colégio no início dos anos 2000
A proposta é clara desde o primeiro trailer: resgatar o clima das comédias adolescentes que marcaram a virada do milênio. O jogador controla Sam, um aluno recém-chegado à escola da pequena cidade americana de Agefield, que se envolve com um grupo de amigos dispostos a colocar em prática um plano ousado batizado de "Rock the School". No caminho, surgem amizades, romances, rivalidades e um valentão chamado Seth, que se torna o principal obstáculo da história.
A comparação com Bully, clássico da Rockstar lançado em 2006, é inevitável e assumida pelos próprios desenvolvedores. Assim como no jogo que muitos fãs ainda esperam ver ganhar uma sequência, a rotina escolar faz parte da experiência, com sistema de horários e frequência que exige a presença do protagonista nas aulas.
Aulas, bicicleta e mundo aberto compacto
Segundo a Refugium Games, a campanha dura entre 8 e 10 horas e conta com dois finais diferentes. São 32 missões principais e 15 atividades secundárias espalhadas por um mapa pequeno, que inclui o campus, bairros residenciais, o centro da cidade e uma área rural. As aulas se dividem em cinco matérias: inglês, matemática, geografia, alemão e música.
Para circular pela cidade, o jogador conta com uma BMX que permite manobras como bunny hop, recurso apontado pela crítica como um dos momentos mais divertidos da aventura. Há ainda opções de personalização que abrangem roupas, cortes de cabelo, tatuagens, bicicletas e acessórios, além de minigames como um segmento musical no estilo Guitar Hero.
Recepção dividida no PC
Apesar da premissa nostálgica, a estreia no computador não foi das mais tranquilas. O jogo registrou pico de cerca de 2.400 jogadores simultâneos no Steam e acumulou uma parcela considerável de avaliações negativas. Parte da imprensa especializada criticou o combate pouco refinado, missões repetitivas, diálogos exagerados e problemas técnicos, incluindo falhas que chegaram a comprometer o progresso de alguns jogadores.
A expectativa do estúdio é que a versão para consoles encontre um público mais receptivo, especialmente entre os fãs do gênero que sentem falta de experiências ambientadas no universo escolar. Resta saber se as atualizações lançadas desde agosto serão suficientes para mudar a percepção sobre o jogo.
Vale a pena ficar de olho?
Agefield High: Rock the School não tem a ambição nem o orçamento de uma grande produção, mas preenche uma lacuna que poucos títulos se arriscam a explorar. Para quem cresceu nos anos 2000 e guarda boas lembranças de Bully, a nova aposta da Refugium Games pode render algumas horas de diversão despretensiosa, desde que o jogador esteja disposto a relevar suas arestas técnicas.


