Marvel’s Wolverine acerta na brutalidade, mas não alcança todo o potencial de Logan

A Insomniac entrega um Wolverine violento, cinematográfico e visualmente impressionante, mas escolhas de estrutura e progressão impedem que a aventura alcance o nível dos melhores trabalhos do estúdio.

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9/16/20262 min read

Marvel’s Wolverine começa exatamente como muitos fãs esperavam: colocando Logan em situações violentas, próximas e desconfortáveis. As garras não estão ali apenas para compor o visual do personagem. Elas cortam, atravessam e transformam os confrontos em algo muito mais agressivo do que aquilo que a Insomniac apresentou anteriormente nos jogos de Spider-Man.

Essa mudança de tom funciona. Logan transmite peso nos golpes e os inimigos raramente parecem apenas bonecos esperando uma sequência de ataques. As finalizações, o impacto das animações e a forma como Wolverine avança sobre grupos inteiros ajudam a construir uma identidade própria para o jogo.

O problema aparece quando essa brutalidade precisa sustentar uma campanha inteira.

O sistema de combate possui boas ideias, mas demora para entregar algumas ferramentas que tornam as lutas realmente mais interessantes. Habilidades importantes chegam tarde, enquanto determinadas mecânicas parecem mais complexas no menu do que na prática. Em grupos maiores, o ritmo também pode ficar menos preciso do que o esperado para um jogo da Insomniac.

Entre os melhores momentos está a passagem por Tóquio, onde o jogo ganha uma estrutura um pouco mais aberta. Ruas movimentadas, iluminação em neon, exploração e pequenas atividades dão à aventura uma sensação de liberdade que faz falta em outros trechos. É justamente quando Wolverine deixa de parecer uma sequência de corredores entre batalhas que o jogo mostra parte do que poderia ter sido em uma escala maior.

A narrativa também oscila. Há bons personagens e situações interessantes, mas nem sempre os acontecimentos parecem fazer parte de uma história totalmente coesa. Alguns nomes importantes entram em cena sem receber o desenvolvimento que mereciam, e certos conflitos poderiam ter carregado muito mais peso emocional.

Isso não significa que Marvel’s Wolverine seja uma experiência ruim. Pelo contrário. Há momentos excelentes, uma ótima apresentação audiovisual e combates capazes de transmitir a força de Logan. O problema é a expectativa criada pelo personagem e pelo histórico da Insomniac.

Depois dos excelentes Spider-Man, era natural esperar uma aventura que utilizasse Wolverine para elevar novamente o gênero. O que temos é um bom jogo de ação, mas nem sempre um grande jogo de Wolverine.

Nota editorial sugerida HD Games Brasil: 6,8/10

Veredito: Marvel’s Wolverine tem garras afiadas, violência e personalidade, mas falta profundidade para transformar Logan em mais um clássico da Insomniac.