REVIEW | Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2: o retorno de MGS4 vale a espera?
Metal Gear Solid 4 finalmente escapa do PS3 em uma coleção que também recupera Peace Walker e Ghost Babel. O tempo passou, mas a despedida de Solid Snake ainda consegue impressionar.
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8/27/20262 min read


Durante quase duas décadas, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots permaneceu em uma situação incomum. Era uma das peças mais importantes da história de Metal Gear, mas também um jogo fortemente preso ao PlayStation 3.
A Master Collection Vol. 2, lançada em 27 de agosto de 2026, finalmente muda esse cenário. O pacote reúne MGS4, a versão HD de Metal Gear Solid: Peace Walker e conteúdos adicionais como Metal Gear: Ghost Babel, levando essa parte da saga para PS5, Xbox Series X|S, PC e consoles Nintendo atuais.
MGS4 continua sendo uma experiência diferente
Guns of the Patriots acompanha um Solid Snake envelhecido entrando em um mundo onde conflitos militares são praticamente administrados como negócios.
O jogo mistura infiltração, combates em áreas de guerra e uma quantidade enorme de narrativa cinematográfica. Essa estrutura continua sendo, ao mesmo tempo, uma de suas maiores qualidades e uma de suas características mais controversas.
As primeiras horas ainda demonstram como Metal Gear consegue transformar um cenário cheio de soldados em uma espécie de quebra-cabeça. Existem diferentes maneiras de atravessar determinadas áreas, manipular inimigos e decidir quando lutar ou simplesmente desaparecer.
Por outro lado, a segunda metade se torna cada vez mais cinematográfica e reduz parte dessa liberdade.
A análise recente do PC Gamer também destacou essa diferença entre uma primeira metade forte em stealth e uma reta final muito mais dependente de sequências narrativas e cenas longas.
Peace Walker não deve ser ignorado
É fácil olhar para a coleção e considerar MGS4 a única atração, mas Peace Walker continua sendo fundamental para entender a trajetória de Big Boss.
Sua estrutura de missões menores pode parecer diferente dos capítulos numerados, mas os sistemas de desenvolvimento de base, recrutamento e gerenciamento de recursos anteciparam várias ideias utilizadas posteriormente em Metal Gear Solid V.
Vale a pena?
Para quem sempre quis jogar MGS4 sem procurar um PS3, esta coleção resolve uma ausência importante.
Alguns elementos envelheceram, especialmente o ritmo de certas partes e a enorme quantidade de exposição narrativa. Mesmo assim, a direção, as ideias sobre guerra e tecnologia e o próprio Solid Snake fazem com que o jogo ainda tenha uma personalidade difícil de encontrar em produções atuais.
Veredito: uma coleção essencial principalmente pela preservação de MGS4, mesmo que o jogo continue carregando algumas decisões de design muito específicas de sua época.
Nota editorial sugerida: 8,5/10
Pontos positivos: stealth ainda criativo; MGS4 finalmente disponível em hardware moderno; Peace Walker agrega muito valor; excelente preservação da franquia.
Pontos negativos: ritmo irregular; muitas cutscenes; alguns sistemas demonstram a idade do jogo.


